
Para lê-lo, clique aqui.
Para baixar o arquivo em .pdf, clique aqui.
Para ouvir a trilha sonora desse episódio, clique aqui.
Segundo episódio… Se você está lendo isso agora, é porque gostou da estréia e voltou para saber como continua a história da família Andrade. Posso garantir que está só começando, e se depender da criatividade dos autores, vai longe. Quero também usar este espaço para agradecer, em nome dos Andrades, os comentários, criticas e opiniões, eles são muito importantes.
Problemas a Vista é o nome do segundo episódio. Foi uma tarefa prazerosa e árdua ao mesmo tempo escrever esse episódio. Após os personagens terem sido apresentados no episódio anterior, suas histórias começam a se desenvolver. Minha intenção desde o princípio, era deixar o episódio leve e divertido, apesar de algumas brigas e discussões que acontecem ao longo da narrativa. Acho que consegui.
Apesar de bem dividido entre os personagens, esse episódio tem uma constante que é Nora Andrade (sem qualquer alusão a LOST ou viagens no tempo). Tenho certeza que não é o episódio mais importante dela, mas provavelmente é o episódio que mostra a essência que ela é neste momento da história, mãe e esposa.
Agora fico feliz de ter ficado responsável pela Nora, mas não foi assim no princípio. Não que eu tivesse algum problema com a Nora, eu tinha medo dela, de não conseguir fazer jus a importância dela. Mas o Edízio, com seu charme e lábia maranhense, acabou me induzindo a ficar com a Nora. Foi trabalhoso moldá-la, mas fui me apaixonando por ela, e hoje é quase meu bebê.
Pois bem, temos uma Nora extremamente mãe nesse episódio, com todas as características que cabem às mães: carinhosa, exigente, mandona, forte, intrometida, amiga, conselheira, chantagista, enfim, todas as melhores qualidades de Nora Andrade. As cenas dela com os filhos, são meu xodó.
O episódio começa no hospital à espera de notícias de Júnior. Carol e Carlos estão lá junto de Nora e Guilherme, enquanto Tomás e Sara ficaram na casa, em Petrópolis. Júnior está bem, nada mais que um coma alcoólico, não que não seja nada de mais, mas para o Júnior, isso é quase rotina. Guilherme resolve dar uma lição no filho, deixando ele sozinho no hospital. No dia seguinte Júnior tem duas conversas bem legais, a primeira com Tomás no hospital. A outra já de volta ao Rio, com a mãe.
Nora é quem tem o mais importante a falar, ela usa de seu método infalível de mãe, preocupação, carinho e uma bela chantagem emocional, tudo para tentar colocar um pouco de ordem na vida do filho. Acho importante salientar que Júnior não é um rebelde sem causa, ele está confuso, tanto que propõe trabalhar na livraria novamente, mas Carol arruma uma oportunidade dele trabalhar com o que gosta, a música. Ele se interessa pelo trabalho, e conhece Rebeca, assistente de fotografia, com quem combina de sair depois do trabalho.
Rebeca é uma jovem inteligente, divertida e esforçada. Filha única de Vera, ela e a mãe moram juntas e conhecem Guilherme Andrade, com quem Vera tem um relacionamento de amizade. As duas parecem próximas, mas não cúmplices. Vera parece ser mais submissa e Rebeca se mostra crítica e cheia de opiniões.
Sara está em uma situação delicada. No plano profissional, ela encontra algumas diferenças nos contratos e se coloca contra Tomás e o tio Saulo, e leva os problemas até Guilherme, que a tranqüiliza, encontrando o erro e corrigindo. No plano pessoal/familiar, ela agoniza com uma gravidez inesperada e indesejada. Sara não sabe se fica feliz, ou chateada e essa dúvida a incomoda.
Carol aparece de duas maneiras dessa vez. Tem a Carol irmã, que aproveita o tempo em casa para se reaproximar dos irmãos e da família, tentando passar um pouco de tempo com eles. E tem a profissional, que foi encarregada de fazer uma entrevista com o Deputado Rodolfo Antunes. Aqui cabe uma rápida explicação sobre quem é esse homem e a importância dele.
Em 1968, Rodolfo Antunes, um estudante de direito, na tentativa de alavancar sua carreira política, denuncia vários colegas de curso, que faziam parte da militância estudantil, que era contra o governo militar. Um dos denunciados é Paulo Novaes, filho mais velho de Diva, que foi preso e desapareceu sem que a família encontrasse qualquer pista de seu destino. Ele se tornou mais um entre tantos desaparecidos políticos da época.
Pois bem, Diva nunca se resignou com o destino de seu filho mais velho, e considera Rodolfo Antunes o algoz de Paulo e responsável pelo triste destino do filho. Quando ela descobre que a neta entrevistou o deputado Antunes, e não fez qualquer pergunta sobre Paulo e o que aconteceu com ele, ela vai até a casa da Nora para tomar satisfações, iniciando uma discussão, que faz de Carol a errada da história e aumenta mais um pouco o atrito entre ela e Nora.
Tomás está mais distante da família, tirando o início do episódio, mas ele talvez seja o único que está num momento feliz e especial. Ele e Vitória vão fazer a primeira ultra-sonografia e saber se o bebê está bem. As cenas do Tomás são minhas favoritas do episódio, ele está mais solto, tranqüilo e divertido. Principalmente quando ele e a esposa vão comprar uma lembrança especial do dia e Tomás, como amante de futebol, compra uma camisa do Fluminense.
Você deve estar se perguntando por que Fluminense? Por que não Flamengo, Vasco ou Botafogo? Nenhum dos autores é torcedor do tricolor carioca. O Fluminense foi escolhido por ser um clube de grande torcida, mas uma torcida tradicionalmente mais elitizada. E também seria diferente, já que qualquer um esperaria Flamengo. Mas não se prendam a esse detalhe, não vai influenciar em nada na história. Nenhum deles vai ser jogador de futebol.
Carlos transita entre a vida familiar e a vida pessoal, ele sempre é motivo de piada dos irmãos, principalmente Sara e Carol. Ele tem seu encontro com Alexandre Bittencourt, o já conhecido “cara da internet”, e é um desastre. Alexandre é egocêntrico e sua vida gira em torno de festas e a possibilidade da fama instantânea, o oposto de Carlos, que não acredita em sucesso instantâneo, mas em trabalho e manter o pé no chão. A noite termina com um beijo roubado na porta do restaurante.
Por fim, falemos de Guilherme, ele tem alguns momentos no episódio, que podem ter passados despercebidos, mas são importantes. Primeiro, ele mente para Júnior, dizendo que iria a um almoço de negócios, e vai visitar Vera e Rebeca. Segundo, após corrigir os erros na frente de Sara, ele muda novamente os dados e volta com os números anteriores. Terceiro, ele se mostra bastante incomodado ao ver Carlos e outro homem se beijando, e deixa bem claro para Nora que não gosta. Guardem bem, que esses são detalhes importantes para a continuação da história.
É isso, mais um episódio comentado, com as partes importantes destacadas. No fim foi um episódio bem gosto de escrever, e espero que também de ler. Você sabe né? Dê sua opinião, diga o que achou, é importante. Volto a falar com vocês no episódio 07, que por coincidência vou começar a escrever. Até lá!
Polly Andrade
———————————————
- Corrigido informação sobre os autores dos episódios 1.06 e 1.08
- Adicionado nome e página do 1.03