maio 2010


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Eu não poderia escrever um episódio defendendo a importância de ser honesto sem ser honesto com vocês. Esse episódio me custou muito caro e escrevê-lo foi uma das coisas mais difíceis que já fiz. A culminância de um segundo ano conturbado para os Andrades chegou com atraso por isso. Eu não sei se quem espera sempre alcança, mas torço que todos os leitores alcancem o que esperavam desse episódio.

“Todo mundo mente”, diz um médico famoso na TV. Apesar de uma verdade inevitável, a verdade tem a vantagem de ser involuntária e a mentira é que provém da vontade. Mas o que leva nossos Andrades a mentir? Esse é o foco do episódio, numa tentativa de mostrar a importância de não mentir. Se eu não conseguir, me digam, não mintam.

Sei que falo por todos quando digo o prazer que foi ler os comentários de vocês a cada dez dias, às vezes mais, às vezes ainda mais. E às vezes, lê-los foram o ponto alto do meu dia. E nós escrevemos esperando que talvez, para algum de vocês, ler o nosso Em Família possa ser o ponto alto do seu dia. Pelo menos eu assim escrevo. Pode parecer pretensioso, mas é verdade.

Assim, eu os convido, após o fim de A importância de ser honesto, a esperar conosco. Vocês, um novo episódio. Nós, um novo comentário. Até que mais um final de temporada nos separe.

Muitíssimo obrigado,

Filipe

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Esse episódio, BIP!, pode ser considerado um episódio sobre saúde, por que não?

Saúde física de Nora e Lucas, saúde emocional de Caio e de Ingrid, dos relacionamentos amorosos de Sara e Marcelo, Vera e Saulo e Carol e Roberto. De vez em quando, precisamos dar uma repensada na nossa vida, ver aquilo que nos prejudica de qualquer forma e se livrar disso. Se não for possível, aprender a conviver com isso da melhor maneira possível. E é isso que os Andrades fazem nesse episódio.

Ah, por que BIP? Apenas uma diversão dos autores desse episódio, que esperam que você se divirta bastante lendo também!

Edízio e Rodrigo Andrade.

Sneak 2: 

BIP! O despertador toca. Carol acorda e se espreguiça. Ela vira e acaba acertando algo com seu braço. 

Roberto: Ai! Quando ouvia dizer que o amor dói, não achava que era literalmente. – Ele diz, sorrindo para ela, ao seu lado. 

Carol: Bom dia. – Ela acorda sorrindo também. 

Roberto: Bom dia! Ansiosa para hoje à noite, senhora Jornalista do Ano? 

Carol: Eu ansiosa? E você, senhor Governador do Rio de Janeiro? 

Roberto: Às vezes até eu me surpreendo como somos o casal ideal! – Ele vai até Carol para um beijo, mas ela o empurra. 

Carol: Mesmo a mulher do casal ideal precisa escovar os dentes antes de dar um bom beijo. – Ela se levanta e anda em direção ao contrário. 

Roberto: Tá certo! Eu espero. – Ele vira para cima e coloca os braços atrás da cabeça. – Quando você pretende contar para sua família do nosso casamento? 

Carol para de escovar os dentes e olha para o espelho, pensando no que responder. 

Carol: Não sei. Depois daquele rolo todo com os boatos, não sei se vai soar meio Pedro e o Lobo. 

Roberto: Bom, você tem que contar eventualmente. Eu acho melhor contarmos para a sua antes da minha. – Ele pensa um pouco. – Podíamos contar hoje à noite. 

Carol: Você é louco? Um evento de cada vez. Hoje já tem o Prêmio Esso. – Ela volta para a cama. – Mas ei, que tal deixar isso para depois? – Ela beija Roberto. 

Roberto: Como a senhora quiser. – Ele bate continência. – Café da manhã? 

Carol: Reforçado! Agora que desencalhei não tenho que me preocupar mais com o peso. – Os dois riem e vão para a cozinha. 
 

Sneak 3: 

Sara e Marcelo andavam abraçados em direção a saída. Gabriel andava com Eduardo e Rafaela atrás. Os gêmeos faziam pirraça. 

Rafaela: Mãããe! Olha o Dudu! 

Eduardo: A Rafa começou! 

Sara: Ah não! Não comecem agora, por favor… Eu tô exausta. – Ela olha pra trás. E os dois param de brigar. 

Marcelo: Sua irmã escreve bem, né? Foram só elogios… – Ele comenta depois de um tempo. 

Sara: Pois é, foi um trabalho muito comprido, tomou muita dedicação dela, noites e noites só na base do café e de eventuais ligações para a irmã insone. – Ela ri. 

Marcelo: É uma família muito talentosa mesmo… – Ele diz sedutor. – Em todos os ramos. 

Sara: Hm, não sei se fico lisonjeada ou cabreira com a Carol… Quem sabe o Carlos? – Os dois riem e se beijam. 

Nisso, Rafaela e Eduardo começam a brigar e se bater. Gabriel, então, para resolver, começa a falar alto e grosso. Antes que Sara pudesse fazer alguma coisa, Marcelo se vira e anda em direção aos filhos. Ele segura a mão de Eduardo com força, que estava com a mão levantada para bater em Rafaela. 

Marcelo: Eduardo, sua mãe trabalhou o dia inteiro e agora está aqui nesse evento, você tem noção como ela tá cansada? – Eduardo olha para o namorado da mãe assustado com o tom de voz dele.

Sinopse: Carol ganha um prêmio e decide compartilhar a notícia de seu casamento com sua família. Sara vivencia algumas dificuldades em seu relacionamento atual e também memórias do seu anterior. Carlos lida com a bagagem de Diego, enquanto Tomás se surpreende com a de Lucas. Nora cuida de sua saúde e tenta se localizar na cama de gato que virou seu relacionamento com Davi e o de Vera com Saulo.

Sneak 1:

Nora chegou cedo ao consultório do seu cardiologista. Desde que marcou a consulta, tinha tido mais uma tontura, mas procurou mantê-la em segredo da família. Não queria preocupar ninguém. Estava ansiosa. Ela foi chamada pela secretária e entrou. Alguns minutos e exames depois…

 

Médico: Então, Nora, aqui está o aparelho que vai controlar os seus batimentos cardíacos. Você não pode tirá-lo para nada, nem na hora do banho. Recomendamos que você faça apenas um asseio. Não deve incomodar tanto. Como hoje é quinta, não abrimos amanhã, o único problema é que você terá que passar o fim de semana inteiro com ele, ok?

 

Nora: Ok. Nossa, mas é grande.

 

Médico: Acho que cabe na sua bolsa.

 

Nora: Só nela. É a única bolsa que tenho desse tamanho.

O médico cola alguns fios ao redor do coração de Nora, pluga-os no aparelho e o liga. O aparelho faz um bip. Nora não gosta.

 

Nora: Vai fazer sempre esse barulho?

 

Médico: De trinta em trinta minutos.

Nora se preocupa. Não queria que ninguém soubesse do aparelho. Aquele barulho seria o mesmo que o barulho de uma bomba relógio, prestes a explodir uma dor de cabeça na matriarca dos Andrades.